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História dos Motores PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexander Kohler   
Dom, 29 de Janeiro de 2012 14:16

 

História dos Motores AP

O motor que deu origem ao AP ( Alta Performance ) foi criado pela Audi em 72, banindo o excesso de peças e optando pela simplicidade. Com capacidade cúbica de 1,5 litro possuía comando de válvulas no cabeçote, bloco compacto e correia dentada para o comando. Com esse motor, a Audi buscava desempenho, eficiência e robustez.
E conseguiu...

1973 - É lançado no Brasil o Passat, trazia junto o motor de 1,5 litro refrigerado à água, contrariando o slogan usado na época pela própria Volks de que "ar não ferve" (Esse motor já dava buxa em muitos V8 da época). Esse foi o início da saga do motor que é considerado até hoje o melhor motor 4 cilindros fabricado no Brasil, na opinião de preparadores e amantes do desempenho.

1979 - É lançado o Passat TS, com aumento de cilindrada (1.600cm³) e carburação recalibrada.

1982 - O motor AP sofre alterações (carburação mais mansa, mas não menos fera, pois continuou dando buxa em vários carros da época) para reduzir o consumo, passando a ser conhecido como MD-270. Equipava Voyage, Saveiro (que a princípio usava motor 1600 à ar) e Parati.

1984 - Volta o AP 600, equipando Gol, Voyage, Parati e Saveiro. Surge o motor AP 800 equipando o recém-lançado Santana, e o AP 800S equipando o Gol GT, e desde então, a VW tem mostrado quem é que manda quando o quesito é esportividade e confiança.

1987 - A motorização é aprimorada, surgindo a nova família AP: os AP 1600, 1800 e 1800S, conhecidos como "biela longa".

1988 - Surge o motor AP 2000, um motor que veio consagrar a família que é sinônimo de desempenho, confiabilidade e robustez.

1989 - A linha AP ganha uma nova usina de potência: o motor AP 2000 com injeção multi-point de combustível, equipando o novo Gol GTi.

1993 - Os motores recebem o carburador eletrônico, aposentando ode vez o afogador e preparando a chegada da injeção eletrônica em toda a linha.

1995 - Todos os motores ganham injeção single-point digital, fabricada pela FIC. O motor 2000 continua com injeção multi-point, agora digital.

1996 - Surge o motor AP 2000 16V, equipando o Gol GTI 16V. Utiliza cabeçote alemão, de fluxo cruzado (Cross Flow) e ignição controlada por sensor instalado no virabrequim, dispensando o distribuidor. Rende 141 cv de potência e leva o GTI a 203 Km/h.

1997 - Todos os motores AP ganham injeção multi-point de combustível, fabricada pela Magneti Marelli.

Motor ciclo OTTO

O motor é a peça do carro responsável por transformar a energia química do combustível em energia cinética (de movimento), com o claro objetivo de fazer o carro andar. Atualmente, a grande maioria dos carros vendidos no mundo usa um tipo de motor chamado Ciclo Otto (ou motor de 4 tempos com explosão por centelha), chamado assim por ter sido inventado por Niklaus Otto no fim do século passado.

O motor ciclo Otto é um motor alternativo, ou seja, tem movimentos de vai-e-vem (alternativos). Esses movimentos são transmitidos a uma árvore de manivelas chamada virabrequim, que transforma esse movimento alternativo dos pistões em movimento rotativo (por isso se diz que o motor "gira").

Os pistões se movimentam dentro de um cilindro, para explicar melhor, podemos comparar com uma seringa, onde o êmbolo é o pistão e o corpo é o cilindro. Movimentando-se dentro dele, o pistão faz variar o volume de ar dentro do cilindro, tal qual o êmbolo na seringa. Na parte superior do cilindro, encontram-se 2 válvulas, a de admissão (responsável por deixar entrar a mistura ar/combustível) e a de escape (ligada ao sistema de escapamento). Também há uma vela, que é responsável pela faísca que faz explodir a mistura.

Como tudo isso funciona ?
Como já foi dito, o motor tem 4 tempos (movimentos do pistão). No primeiro tempo, chamado admissão, a válvula de admissão está aberta e o pistão, que está em cima, começa a descer. Isso faz com que ele puxe para dentro do cilindro a mistura ar/combustível (lembre-se que o combustível precisa de ar para poder queimar), exatamente o mesmo efeito de puxar o êmbolo da seringa: Ela puxa o ar para dentro de si. No final da admissão, o pistão encontra-se embaixo e a válvula de admissão se fecha.

O tempo seguinte é chamado de compressão. Com as duas válvulas fechadas, o pistão sobe, comprimindo a mistura, que não tem por onde sair, contra a parte superior do cilindro. A mistura é comprimida para um volume de cerca de um décimo de seu tamanho original. No fim da compressão, a vela solta uma faísca. Ao soltar essa faísca, a mistura explode e tem início o tempo chamado explosão. A mistura, ao explodir, empurra o pistão para baixo. É nesse tempo que a energia é gerada no motor.

Quando o pistão chega embaixo, abre-se a válvula de escape e inicia-se o tempo escape. O pistão, subindo, expulsa os gases queimados para o sistema de escapamento do veículo. Ao chegar em cima, a válvula de escape se fecha e a de admissão se abre, reiniciando o ciclo. Ele pode ser resumido em 4 verbos, que descrevem a seqüência de funcionamento do motor :

- Encher
- Comprimir
- Explodir
- Expulsar

E isso se repete, em cada cilindro, algo como 25 vezes por segundo.

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