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Negócios, Fabricação de Tempero Seco. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexander Kohler   
Qua, 07 de Julho de 2010 19:44

 FABRICAÇÃO DE TEMPEROS SECOS (EM SAQUINHOS)


Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Fabricação de temperos secos
Produtos Ofertados/Produzidos: Temperos secos

Apresentação de Negócios
APRESENTAÇÃO. O valor nutritivo dos temperos não é conhecido até hoje, mas nem por isso sua utilização diminui. Usados em qualquer prato com moderação, valorizam o sabor deste.

MERCADO. O mercado é de difícil entrada, já que este é dominado por grandes empresas, o mercado consumidor para temperos é basicamente formado de supermercados, mercearias, quitandas, restaurantes e firmas distribuidoras de produtos alimentícios.

ESTRUTURA. A estrutura básica deve contar com um galpão de 160 m2, que deve ser dividido em quatro ambientes. Um maior para recepção e estocagem da matéria-prima, outro para a produção, um terceiro para o escritório e serviços e o último para o estoque dos produtos acabados e expedição.

EQUIPAMENTOS. Os equipamentos básicos são:
- Rotuladoras/Datadoras;
- Moinhos;
- Balanças;
- Utensílios diversos;
- Móveis e materiais de escritório (mesas, cadeiras, computadores, fax, etc).

INVESTIMENTO. Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo este girar em torno de R$ 40 Mil.

PESSOAL. Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que, deve-se contar com um chefe de produção e operários.

TIPOS DE TEMPEROS E SEUS RESPECTIVOS PROCESSOS. São eles:
1 - Pimentas ou Pimentão em pó:
- Colher, lavar e enxaguar os frutos maduros;
- Cortar em pedaços pequenos e arrumá-los em camadas de 1 centímetro de espessura, num tabuleiro ou bandeja;
- Colocar em lugar quente, seco e bem ventilado, para a secagem;
- Revolver (mexer) de vez em quando;
* Pimenta-do-reino:
- Colher as pimentas bem maduras. Selecionar as perfeitas;
- Estender em tabuleiros à sombra, em lugar bem seco e arejado.
* Pimenta-do-reino Branca:
- Escolher as pimentas do reino maiores e bem maduras;
- Amontoar em lugar quente para fermentar;
- Quando terminar a fermentação, isto é, quando esfriar, secar à sombra;

2 - Cheiro Verde:
- Colher e retirar as folhas estragadas;
- Lavar os galhos sãos;
- Enxugá-los bem;
- Amarrar os ramos em pequenos feixes;
- Prendê-los em varais à sombras, até que fiquem bem secos, (a secagem pode ser feita em fornos aquecidos a 40ºC, no máximo);

3 - Cravo-da-índia:
- Amontoar à sombra, os cravos maduros, colhidos recentemente, para que seu aroma se desenvolva bem;

4 - Canela:
- As cascas dos galhos da caneleira devem ser secas, para posterior processamento.

5 - Pó para Pastas e Bebidas:
- Colher o gengibre bem maduro;
- Lavar bem e enxaguar;
- Cortar em pedaços pequenos e secar.

OBS. A partir de um determinado momento (ápos a secagem), todos os temperos seguem um mesmo processo produtivo, que será descrito no próximo tópico.

FABRICAÇÃO. Depois de escolhido o tempero e seu respectivo processo, a fabricação se dá da seguinte maneira:
- Depois de bem seco é moído em moinhos ou socado no pilão;
- Acondicionar em saquinhos de celofane escuro, bem fechado (fazer uso de uma seladora para esta ação). O peso padrão deste produto, deve estar visível na embalagem que o contém;
- Colar os rótulos com o nome dos produtos, no qual deve constar a validade do produto , a data de fabricação e o ingredientes da formulação;
- Conservar em ambiente fresco.

TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO. Quando não houver tempo ou material para conservar os temperos por outros métodos, há o recurso de secar e reduzí-los a pó, o que requer pouco tempo de trabalho. Se bem preparados, têm duração quase ilimitada (não necessitando do acréscimo de conservantes para manter a qualidade do produto), com a vantagem de se prestarem para a manufatura de outros tipo de conserva. Ficam, também, com volume reduzido , o que economiza espaço e facilita a embalagem.
A secagem efetuada em fornos ou em estufas a baixa temperatura, promove conservas com todas as suas vitaminas e óleos essenciais, concentrando muito os princípios alimentícios e aromáticos. Nos climas secos e quentes, a secagem pode ser feita ao ar livre,
Os produtos secos devem ser pulverizados em moinhos especiais tais como o de moer café, em pilão ou em grais de porcelana, vidro, cobre e ferro.

RISCOS. Os riscos do empreendimento estão relacionados a sazonalidade da produção das matérias-primas, e ao mercado.

LEMBRETES. Alguns lembretes importantes:
- Ter uma estratégia adequada de marketing;
- Localizar-se próximo às regiões produtoras das matérias-primas,para reduzir custos de transporte e armazenamento;
- Para evitar problemas com a fiscalização os produtos alimentícios industrializados, incluindo temperos e condimentos, devem ser registrados na Divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos (DINAL).

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal;
- Registro na Divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos – DINAL;
- Registro no Ministério da Saúde.

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Algumas legislações importantes que o empreendedor deve ter o conhecimento:
* Nível Federal:
- LEI Nº 7.967/89. Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária, altera a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, e dá outras providências.
- DECRETO-LEI Nº 986/69. Institui Normas Básicas sobre Alimentos.
- PORTARIA Nº 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico; "Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos".
Para maiores esclarecimentos consultar a
ANVISA.

Entidades
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN 515, Bloco B - Edifício Ômega - Brasília - (DF)
70770-502
Tel. (61) 448 1327

Endereços na Internet:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
http://www.anvisa.gov.br